Curiosidades sobre o Monumento à Independência no Ipiranga

Quem visita o Parque da Independência, no Bairro do Ipiranga em São Paulo, se depara com duas construções majestosas: no topo da colina está o Museu do Ipiranga, enquanto aos pés da colina, às margens do famoso Riacho do Ipiranga, o visitante encontra o Monumento à Independência do Brasil.

Esta estrutura grandiosa, inaugurada em 1922, fez parte das comemorações do primeiro centenário da Proclamação da Independência do Brasil. O Monumento foi escolhido através de um concurso realizado em 1917 (Fonte: Cidade de São Paulo).

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O Monumento à Independência, situado no Parque da Independência, em São Paulo (Foto: Acervo pessoal – Tissiana Souza).

O projeto do Monumento à Independência é de autoria do artista italiano Ettore Ximenes e foi inaugurado inacabado, com conclusão somente no ano de 1926 (Fonte: Cidade de São Paulo).

Ao longo dos anos, o Monumento à Independência do Brasil passou por alterações, que veremos na lista de curiosidades a seguir.

14 curiosidades sobre o Monumento à Independência:

  • O Monumento à Independência do Brasil também é conhecido por outros nomes como:
    • Monumento do Ipiranga,
    • Altar da Pátria.
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O Monumento à Independência do Brasil, que normalmente fica cheio de pessoas em volta (Photo by Alexandre Fukugava on Pexels.com)
  • Mário de Andrade (1893-1945), escritor modernista, criticou o projeto de Ettore Ximenes, por considerar que faltavam elementos com identidade brasileira. O artista paulistano disse: “O ilustre Sr. Ximenes, que de longe veio, infelicitará a colina do Ipiranga com seu colossal centro de mesa de porcelana de Sèvres”. De fato, o projeto de Ximenes foi aprovado com ressalvas e foi modificado para inclusão de fatos e figuras relacionadas à emancipação política do Brasil.
  • Granito cinza de Carrara, rocha proveniente da Itália, e bronze são os principais materiais utilizados no Monumento à Independência.
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Detalhes do granito cinza utilizado no Monumento à Independência (Foto: Acervo pessoal – Tissiana Souza).
  • A área do monumento é de aproximadamente 1.600 m², sendo considerado um dos maiores “conjuntos escultórios de bronze da América Latina” (Fonte: UOL).
  • O projeto do Monumento à Independência custou 2 mil e 600 contos de réis (Fonte: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), o que equivaleria nos dias atuais a R$145.600.000,00.
  • A altura do Monumento à Independência do Brasil é de 12 metros, porém ele também avança 9 metros em direção ao subsolo (Fonte: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo).
  • Voltado para o Riacho do Ipiranga está o painel em bronze “Independência ou Morte!”, representando a Proclamação da Independência do Brasil, ocorrida em 7 de setembro de 1822.
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Parte frontal do Monumento à Independência, com o painel “Independência ou Morte!” (Foto: Acervo pessoal – Tissiana Souza).
  • No Monumento à Independência estão representados alguns fatos relacionados ao movimento de separação de Portugal, bem como personalidades ligadas a este processo: a Inconfidência Mineira (1789), a Revolução Pernambucana (1817), e as figuras de José Bonifácio de Andrada e Silva, Hipólito da Costa, Diogo Antonio Feijó e Joaquim Gonçalves Ledo (Fonte: Museu da Cidade de São Paulo).
  • Em 1953, começou a construção da Capela Imperial no interior do Monumento à Independência. Em 2016, a capela passou a ser chamada de Cripta Imperial. É um mausoléu onde repousam os restos mortais do Imperador D. Pedro I (desde 1972), da Imperatriz Leopoldina (desde 1954) e de Dona Amélia de Leuchtenberg, Segunda Imperatriz do Brasil (desde 1984) (Fonte: Cidade de São Paulo).
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Os túmulos de D. Pedro I e D. Amélia, na Cripta Imperial, em fotografia de 2022 (Foto: Acervo pessoal – Tissiana Souza).
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Túmulo da Imperatriz Leopoldina, na Cripta Imperial, no subsolo do Monumento à Independência (Foto: Acervo pessoal – Tissiana Souza).
  • A administração do Cripta Imperial é feita pelo Museu da Cidade de São Paulo, o mesmo núcleo responsável pela manutenção do Solar da Marquesa de Santos (antiga residência da amante mais famosa de D. Pedro I).
  • Desde o ano 2000, um espaço museológico dá acesso ao interior do Monumento à Independência, permitindo que o público também conheça a parte interna (Fonte: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo).
  • No topo do Monumento à Independência do Brasil está a escultura de bronze denominada “Marcha Triunfal da Nação Brasileira”.
  • A pira do Altar da Pátria ou a “chama que nunca se apaga” está situada na parte frontal do monumento e simboliza o amor eterno pelo Brasil.
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Pira do Altar da Pátria, a chama que nunca se apaga (Foto: Acervo pessoal – Tissiana Souza).
  • O Monumento à Independência é tombado como patrimônio pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – esfera federal), pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico – esfera estadual) e pelo Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo – esfera municipal).

Informações adicionais para sua visita (Cripta Imperial):

A Cripta Imperial tem horários de funcionamento, que estão detalhados a seguir

  • Horário: de terça-feira a domingo, das 9h00 às 17h00
  • Endereço: Praça do Monumento, s/n, Ipiranga, São Paulo, CEP 04261-050
  • Quanto custa? Gratuito
  • Temporariamente fechada para visitação (em restauração) (Mês de referência: jul./2026).

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Visitar monumentos é conhecer a história e o passado dos lugares. Você costuma observar monumentos, estátuas, esculturas e pesquisar curiosidades sobre eles? Quando você viaja, costuma incluir lugares de importância histórica nos seus roteiros?

Além do Monumento à Independência do Brasil, você pode aproveitar sua visita ao Parque da Independência para conhecer o Museu do Ipiranga e a Casa do Grito, além de poder esticar sua visita até o Museu de Zoologia da USP, que é vizinho ao parque.

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