São Paulo é uma cidade em que a cultura transborda alternativas: peças de teatro, festivais de música, espaços de shows, bibliotecas, livrarias, cinemas… museus.
Neste texto, trago uma lista de 12 museus com temáticas variadas para conhecer em São Paulo. Opção não falta!
Vem comigo conferir esses museus e eu tenho certeza que você encontrará aquele que tem tudo a ver com um assunto que você gosta!
Os museus de 1 a 6 estão localizados no centro da cidade. Já o museu 7 está ainda na região central, porém no Bairro da Liberdade. O Museu 8 está localizado na Vila Mariana. Os museus 9 e 10 estão situados na Avenida Paulista. O museu 11 está no Pacaembu e o museu 12 fica no Ipiranga.
1 – Museu Anchieta / Pateo do Collegio
O Pateo do Collegio, por si só, já é um ponto histórico por ser onde a cidade de São Paulo começou.
Em 1.553, o Padre Manuel da Nóbrega escolheu o Planalto de Piratininga, localizado entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí, para construir a primeira escola de catequização dos indígenas.

O complexo arquitetônico do Pateo do Collegio é formado pela Igreja São José de Anchieta, onde é possível visitar a relíquia (fêmur) de São José de Anchieta, a Biblioteca Padre Antonio Vieira, o Café do Pateo, onde há uma parte das paredes originais feitas em taipas de pilão (conhecida como a parede mais antiga de São Paulo), o Jardim Interno e o Museu Anchieta, inaugurado em 1.979.

O acervo do Museu Anchieta é constituído, no andar térreo, por um conjunto de mapas antigos, informações sobre o contexto histórico em que a cidade foi fundada, e por uma maquete que mostra a evolução de São Paulo através do tempo.
O andar superior conta com um acervo de Arte Sacra, com aproximadamente 800 peças datadas entre os Sécs. XVI e XX. São quadros, imagens, altares e objetos, alguns deles pertencentes ao antigo Collegio dos Jesuítas.

Há destaque para as “Paulistinhas”, imagens de santos feitas em barro, características dos Sécs. XVIII e XIX, com altura de 15 a 20 cm, traços e estruturas simples. Como o próprio nome diz, são imagens típicas do estado de São Paulo.
A visitação guiada à Cripta da antiga igreja é opcional. Os alicerces da Cripta são originais da primeira construção do Collegio. O espaço recebeu restos mortais dos primeiros habitantes de Piratininga, dentre eles, o Cacique Tibiriçá. Data do ano de 1.560 o registro mais antigo de uma pessoa enterrada no local (Isabel Dias – Índia Bartira).
- Endereço: Praça Pátio do Colégio, n°02, Centro Histórico de São Paulo.
- Horário: de terça-feira a sábado, das 9h00 às 16h45.
- Quanto custa: Inteira – R$26,00; Meia-entrada – R$13,00.
2 – Solar da Marquesa de Santos (Museu da Cidade de São Paulo)
Também no coração da cidade, praticamente ao lado do Pateo do Colégio, há um casarão do Séc. XVIII de delicada pintura rosa: é o Solar da Marquesa de Santos, a casa da amante mais famosa de D. Pedro I.
Domitila de Castro Canto e Melo – a Marquesa de Santos – foi uma mulher que contrariou os padrões da sociedade, tendo se divorciado de seu 1º marido por violência doméstica.
O romance com o D. Pedro I durou 7 anos (1.822-1.829) e rendeu 5 filhos, dos quais apenas 2 meninas chegaram à idade adulta. De 1.833 a 1.842, a Marquesa viveu com o Brigadeiro Rafael Tobias Aguiar sem formalizar a união. Em 1.842, ocorreu o casamento. No total, Domitila teve 14 filhos.

A Marquesa de Santos viveu no Solar de 1.834 até o seu falecimento (1.867). Na época, o imóvel era conhecido como Palacete do Carmo, onde eram realizadas as principais festas aristocráticas da sociedade.
Estudos arqueológicos revelaram que o Solar da Marquesa de Santos é, na verdade, a união de dois sobrados geminados.
No jardim e no estacionamento, trabalhos de escavações descobriram louças, ossos de animais, cerâmicas, selos e outros fragmentos de objetos.
O imóvel foi restaurado a partir da década de 1.990, porém não houve possibilidade de recuperar todos os elementos originais devido às diversas modificações ocorridas ao longo dos anos.

Ainda assim, o solar é um dos principais exemplares da arquitetura do Séc. XVIII, com paredes de taipas de pilão e pau a pique, assoalho de madeira, forros e pinturas.

No piso térreo, o espaço é amplo, com acesso para os jardins internos. O destaque vai para a banheira de pedra e os objetos arqueológicos, como chaves e cerâmicas.
No andar superior há uma exposição de mobiliários dos Sécs. XVIII e XIX, mas o que considerei mais interessante foi os forros abobadados preservados, as vistas das sacadas (que por um momento nos transportam para uma São Paulo antiga) e as pinturas recuperadas nas paredes de alguns cômodos.
O Solar da Marquesa de Santos é uma pequena viagem pelo Séc. XIX.
- Endereço: Rua Roberto Simonsen, n°136, Sé – Centro Histórico de São Paulo.
- Horário: de terça-feira a domingo, das 9h00 às 17h.
- Quanto custa: Gratuito.

3 – CCBB-SP (Centro Cultural Banco do Brasil)
O CCBB-SP é outro espaço importante no centro da cidade. É voltado para exposições temporárias, mostras de cinema, oficinas, entre outras atividades culturais, mas vale a pena visitar somente pela sua belíssima estrutura e arquitetura.

Em São Paulo, o CCBB iniciou o seu funcionamento em 21/04/2.001. O prédio histórico tem 5 andares e 1 subsolo, inspirado na arquitetura francesa. Foi comprado pelo Banco do Brasil em 1.923, e tornou-se a primeira agência do banco em um imóvel próprio na cidade de São Paulo. Até 1.996, abrigou atividades bancárias (Fonte: CCBB).
Dentre os destaques arquitetônicos, podem ser citados:
- O grande vitral abobadado;
- O mosaico no hall de entrada;
- Os detalhes em ferro e madeira;
- Decorações requintadas na fachada e no interior.
- Endereço: Rua Álvares Penteado, n°112, Centro Histórico de São Paulo.
- Horário: de quarta-feira a segunda-feira, das 9h00 às 20h00.
- Quanto custa: Gratuito.

4 – Museu da Língua Portuguesa
No icônico edifício da Estação da Luz está o Museu da Língua Portuguesa, um espaço dedicado ao nosso riquíssimo idioma, que é considerado um patrimônio imaterial.
A língua portuguesa está em constante transformação e o uso dos recursos digitais e interativos do museu é uma maneira de se manter o acervo em renovação e em interação com o público.
O Museu foi inaugurado em 2.006 e foi completamente destruído por um incêndio em 2.015. Após 6 anos de reconstrução, o Museu da Língua Portuguesa reabriu as portas à população em 2.021, com novas tecnologias e com o acervo reorganizado.

Este é o único museu do mundo dedicado à língua portuguesa – pensando que Portugal é o berço do português, é bastante surpreendente que um museu com este status não esteja na Europa.
- Endereço: Estação da Luz/Praça da Luz, s/n, Centro Histórico de São Paulo.
- Horário: de terça-feira a domingo, das 9h00 às 16h30 (permanência até às 18h00).
- Quanto custa: Inteira – R$25,00; Meia-entrada – R$12,50. Grátis aos sábados, grátis aos domingos.

5 – Pinacoteca do Estado de São Paulo
Praticamente em frente à Estação da Luz e ao Museu da Língua Portuguesa está o museu de arte mais antigo da cidade: a Pinacoteca do Estado de São Paulo. Você pode programar um dia para visitar os dois museus.

O acervo da Pinacoteca conta atualmente com cerca de 11 mil itens, que vêm sendo reunidos desde o início do Séc. XX. Os grandes destaques ficam por conta da produção nacional, com obras de
- Tarsila do Amaral,
- Anita Malfatti,
- Cândido Portinari,
- Emiliano Di Cavalcanti,
- Almeida Júnior,
- Luiz Zerbini,
- OSGEMEOS,
- Hélio Oiticica, entre outros artistas.

- Endereço: Praça da Luz, n°02, Luz.
- Horário: de quarta-feira a segunda, das 10h00 às 18h00 (entrada até às 17h00).
- Quanto custa: Inteira – R$40,00; Meia-entrada – R$20,00; Gratuita aos sábados; gratuita todos os segundos domingos de cada mês.
6 – Museu Catavento Cultural e Educacional
Diversão, interação, aprendizado, conhecimento, curiosidade, informação, ciência, educação. Essas são as palavras que podem definir o Museu Catavento Cultural e Educacional localizado no Centro Histórico, próximo ao Mercado Municipal de São Paulo.
O Museu Catavento está situado no lindíssimo Palácio das Indústrias, um edifício imponente do início do Séc. XX, que já foi um espaço de exposições industriais, agrícolas e comerciais, Delegacia de Polícia e prisão, Sede da Assembleia Legislativa e Sede da Prefeitura de São Paulo (de 1.992 a 2.004).

A depender da sua disponibilidade e da quantidade de atrações à parte que você conseguir fazer dentro do Museu Catavento, é possível passar o dia todo lá dentro! E eu falo por experiência própria, pois a primeira vez que visitei o museu, cheguei um pouco antes de a bilheteria abrir e fui embora faltando 20 minutos para fechar!
O passeio começa já no pátio externo, onde ficam os meios de transportes – locomotivas, locomoveis e os aviões (Bandeirante, da Embraer e o DC-3, modelo usado no filme “Casablanca”).
A exposição permanente é ideal para mostrar a crianças e adolescentes os conteúdos escolares de um jeito divertido, possibilitando interações e brincadeiras, fazendo com que o conhecimento seja mais atrativo e interessante.

O museu está dividido em 4 seções:
- Universo: Astronomia, Geografia, Geologia e os Biomas.
- Vida: ciências naturais e biologia, origem da vida, corpo humano, vida aquática, insetos e a evolução dos seres humanos.
- Engenho: nesta seção, a interação com os objetos é ainda maior, com um enfoque na área da Física (eletromagnetismo, fluídos, luz e óptica, sala das ilusões, ondas sonoras).
- Sociedade: focada em assuntos relacionados nas relações entre os seres humanos (água, preservação do meio ambiente, uso de drogas, biosfera, resíduos, entre outros).
O Museu ainda possui um claustro, com um jardim interno e um pequeno borboletário.

O Museu Catavento é um passeio ideal para famílias e pessoas de todas as idades. É um lugar simplesmente fantástico! Não é à toa que está na lista de melhores museus do Brasil eleitos pelos usuários do site TripAdvisor.
- Endereço: Avenida Mercúrio, s/n, Parque Dom Pedro II, Centro.
- Horário: de terça-feira a domingo, das 9h00 às 17h00 (bilheteria fecha às 16h00).
- Quanto custa: Inteira – R$20,00; Meia-entrada – R$10,00.
7 – Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil
No dia 18 de junho de 1.908, às 9h30, um navio de guerra de origem russa, chamado “Kasato Maru”, atracou no Porto de Santos após cerca de 50 dias de viagem. Chegavam ao Brasil as primeiras 165 famílias (781 pessoas) de imigrantes vindos do Japão, para trabalharem nas fazendas de café.
Naquela época, a terra do Sol nascente era assolada por uma grave crise econômica e 90% da população japonesa vivia em um estado de miséria avassalador.

A comunidade Nikkei ajudou a formar a identidade multicultural do Brasil. Entre 1.908 e 1.941, 190 mil japoneses vieram para o nosso país. Durante a 2ª Guerra Mundial, o acolhimento foi suspenso, já que o Japão foi considerado inimigo por lutar ao lado de Itália e Alemanha. Com a retomada da imigração, entre 1.952 e 1.962, mais 50 mil japoneses desembarcaram em nossas terras tropicais.
Hoje, há mais de 1,5 milhão de cidadãos brasileiros de origem nipônica, e a cidade de São Paulo abriga a maior comunidade Nikkei fora do Japão.

O Museu da Imigração Japonesa revela os choques culturais, sociais, linguísticos, econômicos e políticos vividos pelos japoneses ao chegarem ao Brasil.
São pontos enfáticos no museu:
- A vida dos imigrantes japoneses nas fazendas de café, pois foram enganados. Dizia-se que ficariam ricos ao chegarem às terras brasileiras, mas praticamente tornaram-se escravos financeiros de seus patrões.
- Durante a 2ª Guerra Mundial, os imigrantes japoneses foram considerados espiões, sofrendo com proibições da língua falada e escrita, podendo somente se deslocar entre cidades com autorização policial, além de fechamento de escolas.
- As notícias sobre a rendição do Japão na 2ª Guerra Mundial chegaram por rádio. A comunidade japonesa no Brasil ficou dividida entre os Derrotistas (aqueles que acreditavam que o Japão perdeu a guerra) e os Vitoristas (não acreditavam na derrota japonesa), inclusive chegando a ocorrer mortes por conflito dos dois grupos.

- Endereço: Rua São Joaquim, n°381, Liberdade.
- Horário: de terça-feira a domingo, das 10h00 às 17h00 (bilheteria fecha às 16h00).
- Quanto custa: Inteira – R$25,00; Meia-entrada – R$12,00. Gratuito todas as quartas-feiras.
8 – Museu Lasar Segall
Lasar Segall foi um desenhista, escultor, gravurista e pintor nascido na Lituânia em 1.889. Em 1.905, sua família se mudou para a Alemanha em busca de melhores condições de vida. Fixou-se definitivamente no Brasil em 1.923, tornando-se um dos maiores nomes do movimento modernista do país. Faleceu aos 68 anos, em 1.957 (Fonte: Ibram).
O Museu Lasar Segall está situado na residência e ateliê onde o artista viveu. O acervo é formado por 3.000 trabalhos doados pelos filhos Mauricio Segall e Oscar Klabin Segall e por 110 obras doadas pelo neto, Mário Segall.

O trabalho de Lasar Segall é dividido em duas partes:
- fase alemã, quando trabalhou com temas da cultura judaica e com personagens socialmente marginalizados;
- fase brasileira, quando usou cores mais iluminadas para retratar a natureza, as favelas e as pessoas.
Os temas sociais e políticos, como o sofrimento humano, guerras e perseguições foram recorrentes na obra do artista.

- Endereço: Rua Berta, n°111, Vila Mariana.
- Horário: de quarta-feira a segunda-feira, das 11h00 às 19h00.
- Quanto custa: Entrada gratuita.
9 – MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand
O MASP é um dos cartões postais da Avenida Paulista. Fundado em 1.947 pelo empresário Assis Chateaubriand, é uma instituição privada e sem fins lucrativos, que apresenta o acervo de arte europeia mais importante do Hemisfério Sul. Além disso, é considerado um dos principais museus da América Latina, com uma coleção com mais de 11 mil peças (Fonte: MASP).
Atualmente, o museu ocupa dois prédios. O chamado “Edifício Original”, de 1.968, projetado pela arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi, é um dos marcos da Arquitetura do Século XX. Feito com materiais de concreto e vidro, sobre um vão livre, sua configuração transmite a sensação de leveza e suspensão (Fonte: MASP). O prédio mais novo, inaugurado em 2.024, homenageia Pietro Maria Bardi, primeiro diretor artístico do museu.

O vão livre do MASP é conhecido por ser o ponto de encontro de grupos de manifestações, pela feirinha de antiguidade aos domingos e por ser um espaço pensado para o uso da população. Seu próprio nome já indica que ali as pessoas circulam de forma livre.
O museu se caracteriza por apresentar exposições temporárias e pelo seu inconfundível Acervo em Transformação, que desde 2.015 é o título da exposição de longa duração do MASP.
Em minha opinião, o Acervo em Transformação é o que diferencia o MASP de outros museus que conheci pelo Brasil e em outros países que visitei.
A partir de 11 de dezembro de 2.015, os quadros passaram a ficar posicionados nos cavaletes de cristal, idealizados por Lina Bo Bardi, e que estavam “aposentados” desde 1.996.
Os cavaletes de cristal dão a sensação de que as obras de arte estão flutuando pela sala, dando um efeito visual que não pode ser encontrado em nenhum outro museu.
A ausência de divisões por paredes dá fluidez e leveza, ainda que a disposição esteja em ordem cronológica. Isso elimina a ideia de algo engessado, que normalmente é a crítica feita por pessoas que não gostam de visitar museus.

A sala aberta, sem paredes e categorizações permite ao visitante a liberdade de um roteiro e a não obrigatoriedade de um sentido único, o que dá a possibilidade de observar mais de uma vez as obras que mais gostou, além de proporcionar uma proximidade maior com um artista consagrado. É como se você pudesse conversar diretamente com o autor da obra.
Em geral, o Acervo em Transformação exibe obras de Rafaello Sanzio (ou simplesmente Rafael, um dos ícones do Renascimento junto de Michelangelo e Leonardo da Vinci); Eugène Delacrox, com destaque para a coleção “As Quatro Estações de Hartmann”; Claude Monet; Vincent Van Gogh; Pablo Picasso; Diego Rivera; Henri Matisse.
Dentre os artistas brasileiros, destacam-se Cândido Portinari; Emiliano Di Cavalcanti; Anita Malfati; Agostinho Batista de Freitas; Djanira da Motta e Silva; Anna Maria Maiolino e Marcelo Cidade.
O MASP é um dos museus mais diferentes que conheço.
- Endereço: Avenida Paulista, n°1578, Bela Vista.
- Horário: terça-feira, das 10h00 às 20h00; quarta-feira a domingo, das 10h00 às 18h00.
- Quanto custa: Inteira – R$85,00; Meia-entrada – R$42,00; Gratuito às terças-feiras (necessário fazer reserva do ingresso gratuito on-line).
10 – Itaú Cultural (Espaço Olavo Setúbal)
O Itaú Cultural é um dos meus pontos prediletos na Avenida Paulista. Além das exposições temporárias, dois andares são ocupados permanentemente pelo “Espaço Olavo Setúbal – Coleção Brasiliana Itaú”, inaugurado em dezembro de 2.014.

Para mim, a Coleção Brasiliana é uma verdadeira joia quando os assuntos são os seguintes:
- Cartografia,
- Paisagens,
- Botânica,
- Fauna brasileira,
- Povos Indígenas,
- Sociedade Colonial,
- Período Imperial,
- Semana de Arte Moderna de 1.922.
É um acervo impecável, disponível para visitação gratuitamente e permite um mergulho fascinante pelo passado do Brasil.

O Espaço Olavo Setúbal conta com mais de 1.300 obras em exposição, divididas 9 módulos, conforme o contexto histórico dos últimos 500 anos do país. É uma aventura pela formação do Brasil.
A visita já começa com o grande impacto visual do hall no Piso 4, onde as paredes estão tomadas por cromolitografias, um catálogo de imagens feitas à mão contemplando a fauna e a flora do Brasil.
Vamos conhecer um pouco da exposição através de seus 9 módulos:
- Módulo 1 – O Brasil Desconhecido: contém uma coleção de mapas históricos do Séc. XVII e gravuras sobre canibalismo no Brasil-Colônia (feitas com base em relatos).
- Módulo 2 – O Brasil Holandês: o Brasil a partir da perspectiva dos artistas holandeses, após a invasão de Maurício de Nassau.
- Módulo 3 – Brasil Secreto: retrata o Brasil no período em que Portugal deixa a colônia isolada por mais de 150 anos, despertando na população o desejo da independência. Fazem parte deste módulo, documentos originais assinados por Tiradentes, por Claudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga, além de uma imagem de Nossa Senhora das Dores esculpida em cedro policromado por Aleijadinho, e diversos mapas históricos do Brasil-Colônia.
- Módulo 4 – O Brasil dos Naturalistas: com a vinda da Família Real, em 1.808, a dinâmica local se alterou. Naturalistas passaram a visitar a colônia, retratando in loco paisagens, flora, fauna, indígenas e escravos.
- Módulo 5 – Brasil da Capital: destaca o Rio de Janeiro, com diversos panoramas de suas paisagens feitos à mão. Ênfase para o artista francês J. B. Debret, que retratou cenas do cotidiano, sendo um dos mais famosos conjuntos de imagens do Império antes do uso da fotografia.

- Módulo 6 – O Brasil das Províncias: mostra o Império fora dos limites do Rio de Janeiro. Ênfase para o “Panorama da Cidade de São Paulo”, encomendado por D.Pedro I, retratando o centro da capital paulista.
- Módulo 7 – O Brasil do Império: focado na Família Real e na Família Imperial. Nesta seção está o quadro de autoria de Debret, que mostra o casamento de D. Pedro I com D. Amélia.
- Módulo 8 – Brasil da Escravidão: Debret e Rugendas pintaram a escravidão no campo e na cidade. Há ainda um quadro mostrando a Princesa Isabel assinando a Lei Áurea.
- Módulo 9 – O Brasil dos Brasileiros: enfoque no Brasil do Séc. XX, que buscava sua identidade cultural, política e social, sobretudo com o Movimento Modernista da década de 1.920.
- Endereço: Avenida Paulista, n°149, Bela Vista.
- Horário: de terça-feira a sábado, das 11h00 às 20h00; domingos e feriados, das 11h00 às 19h00..
- Quanto custa: Entrada gratuita.
11 – Museu do Futebol
O Museu do Futebol está localizado no Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu. Inaugurado em 28 de setembro de 2.008, o museu ocupa uma área embaixo das arquibancadas verde e amarela do estádio.

O Museu do Futebol reúne muitas curiosidades históricas, que fazem correspondências com aspectos culturais da sociedade, contextos políticos e históricos do Brasil e do mundo, além de homenagear grandes nomes deste esporte.
Nossos 5 títulos mundiais masculinos também são exaltados e, cada vez mais, o futebol feminino tem ganhado espaço no acervo do museu.

Um dos diferenciais do Museu do Futebol é a Sala da Exaltação. Ela foi construída para dar acesso por escadas rolantes do primeiro para o segundo pavimento do museu, passando em meio às estruturas de sustentação das arquibancadas do Pacaembu.
A escuridão e o cheiro da umidade dão um ar cavernoso a essa passagem, enquanto os cânticos das torcidas e imagens projetadas geram uma alucinante sensação de estar em meio a um jogo de futebol.
Em 2.024, o Museu do Futebol passou por uma reestruturação de seu acervo, incluindo uma sala dedicada ao Rei do Futebol – Edson Arantes do Nascimento, o Pelé.
Eu visitei o Museu do Futebol em duas oportunidades – a mais recente foi em dezembro de 2.022, exatamente um dia após a morte de Pelé.

- Endereço: Praça Charles Miller, s/n, Pacaembu.
- Horário: de terça-feira a domingo, das 9h00 às 18h00. Primeira terça-feira do mês, das 09h00 às 21h00.
- Quanto custa: Inteira – R$24,00; Meia-entrada – R$12,00.
12 – Museu de Zoologia da USP (MZUSP)
Situado no Bairro do Ipiranga, o Museu de Zoologia da USP (Universidade de São Paulo) possui um dos maiores acervos relacionados à fauna brasileira e mundial na América Latina.

Para se ter uma ideia da importância do MZUSP, atualmente o acervo de insetos ultrapassa os 8 milhões de exemplares (Fonte: Guia do Estudante).
A coleção de animais começou a ser formada no final do Séc. XIX, o que é essencial para compreender a biodiversidade do nosso país e do mundo (Fonte: Museus.br).

O acervo é composto por aves, mamíferos, invertebrados, répteis, moluscos, insetos e anfíbios, além do grande destaque para os esqueletos de dois dinossauros: o Tapuissauro, com 11 metros de comprimento e o Carnotauro, com 7 metros de comprimento (Fonte: Secretaria de Educação do Estado de São Paulo).

Um detalhe curioso é que o edifício onde está localizado o MZUSP foi o primeiro da capital paulista a ser projetado e construído especificamente para abrigar um museu (Fonte: Giro Modernista da USP). Sua arquitetura interior mostra a sua função, com vitrais temáticos e decorações de gesso.
- Endereço: Avenida Nazaré, n°481, Ipiranga.
- Horário: de terça-feira a domingo, das 10h00 às 17h00.
- Quanto custa: Entrada gratuita.
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Este texto traz muitas opções de museus para você conhecer em São Paulo. Alguns deles, inclusive, são gratuitos. Para os museus que não são gratuitos, há opções de dias com entrada grátis, o que pode te ajudar a economizar uma grana na viagem.
Esta lista inclui um pouco de tudo – museus de arte, museus históricos, museus de ciências, museu de esporte… Assim, você pode escolher qual se conecta mais com o seu perfil.
Eu já visitei todos eles, muitos deles mais de uma vez, então você pode confiar nesta lista!
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