O Lollapalooza é um festival de música alternativa que acontece anualmente em diversos países do mundo.
Chigago (EUA), São Paulo (Brasil), Santiago (Chile), Buenos Aires (Argentina), Berlim (Alemanha), Paris (França), Estocolmo (Suécia) e Mumbai (Índia) são as cidades que recebem as edições do festival.

Uma breve história do Lolla:
O Lollapalooza surgiu no ano de 1991, nos EUA, e foi idealizado pelo músico Perry Farrell, vocalista da banda Jane’s Addiction. Na época, o festival fez parte da turnê de despedida da banda, passando por várias cidades e envolvendo apresentações de outros artistas.
O festival foi itinerante entre 1991 e 1997, sem uma cidade sede. Em seguida, houve um hiato temporal devido à queda da popularidade do rock alternativo. Entre 2002 e 2004 o festival retornou, porém sem grande expressão e ainda em formato itinerante.
Em 2005, Perry Farrell fez uma parceria com a empresa C3 Presents, o que conseguiu elevar o festival a um novo patamar. Desde então, o Lollapalooza EUA passou a ter como sede o Grant Park, em Chicago, com 4 dias de duração.

A internacionalização do festival aconteceu em 2011 com a estreia na América do Sul, mais precisamente em Santiago de Chile.
No Brasil, a primeira edição do Lollapalooza aconteceu em 2012, no Jockey Club de São Paulo. Em 2014, o festival migrou para o Autódromo de Interlagos, também na cidade de São Paulo. Para 2026, sua 13ª edição, o #LollaBR já tem data – 20, 21 e 22 de março de 2026.
O festival divulgou as atrações de 2026 no dia 28/08/2025, sendo os headliners – Sabrina Carpenter, Tyler The Creator, Chappel Roan, Deftones, Lorde, Skrillex, Doechii, Turnstile e Lewis Capaldi.
Devido à projeção mundial abarcando países diferentes, mistura de gêneros musicais e contratação de artistas de importância global, o Lollapalooza é considerado um dos maiores festivais de música da atualidade.

Significado da palavra Lollapalooza:
“Lollapalooza” é uma palavra da língua inglesa que significa “algo extraordinário, evento grande, excepcional, incomum”.
O nome foi escolhido por Perry Farrell, após ele ouvir a palavra em um filme dos Três Patetas.
Particularmente, acho que o nome combina com o evento devido à sua atual grandiosidade, além de apresentar uma sonoridade interessante.
Ingressos:
Os ingressos do Lollapalooza Brasil começaram a ser vendidos no dia 14/08/2025, apenas para as modalidades Lolla Pista, Lolla Confort e Lolla Lounge para os 3 dias do evento. Os preços variam de R$ 792,00 a R$ 4.383,53 (sem taxas incluídas), sendo realizadas pelo site Ticketmaster. Ingressos de 1 ou 2 dias ainda não estavam disponíveis até a finalização deste texto.
Deu para perceber que o Lollapalooza, a depender do ingresso comprado, é um evento caro. Lembro que paguei no LollaDay – Pista (ingresso para um dia), para a meia-entrada, R$ 638,00 reais com taxa. Eu comprei o ingresso faltando 40 dias para o evento, o que também deixou o valor mais elevado. Apesar do valor alto, do ponto de vista da minha experiência positiva valeu a compra. Eu tinha vontade de ir em um festival muito grande e ir ao Lolla foi a realização desse desejo.
O diferencial do ingresso do Lolla é o uso da pulseira, que funciona como ingresso e para o pagamento de tudo o que você adquire no festival.
A pulseira vem pelo correio e contém um código atrás do chip. Você compra créditos que ficam associados ao código da pulseira. É como um cartão pré-pago, só que nesse caso é um chip.
Os créditos são descontados de acordo com o seu consumo durante o Lollapalooza. Caso você não utilize todo o valor que colocou na pulseira, o que sobrou volta para você através de reembolso. Este mesmo esquema de pulseiras é usado no João Rock.
Isso evita uso de dinheiro em cédula, cartão e pix no dia do evento. Assim perdas, roubos e possíveis fraudes (como clonagem de cartão) também são evitados.
Eu gosto desse sistema, pois você também não fica dependente o uso de um aplicativo exclusivo (como é o caso do Rock in Rio), que pode passar por alguma instabilidade. Ou ainda, por possíveis problemas com o sinal de internet.
O Lollapalooza Brasil:
O Lollapalooza Brasil é um dos maiores festivais de música do país. Na edição de 2025, o público (somando os três dias de evento) foi de aproximadamente 240 mil pessoas.
Eu fui na edição de 2024, no sábado, dia 23/03/2024. Foi um dia frio, muito chuvoso e com muita lama. Foi literalmente o “lollalama”.

Minha opção foi ir de excursão saindo de Bauru junto com meu amigo Ray, com quem também fui neste ano de 2025 no Popload Festival.
O bom de ter escolhido a excursão foi que chegamos cedo, na hora da abertura dos portões, e apesar da chuva, conseguimos entrar rápido.
O Lollapalooza no Brasil normalmente ocorre no final de março, um período bem chuvoso em São Paulo. Por isso, procurem ficar bem atentos à previsão do tempo. Veja algumas dicas para se organizar para um festival de música clicando aqui.
Ficar na chuva foi desgastante e cansativo. Mas o fato de ter nuvens cobrindo o Sol foi algo positivo. No Autódromo de Interlagos não têm arvores e espaços cobertos, o que me levou a pensar que ficar um dia inteiro com Sol direto na cabeça seria tenso!
Outra fato importante sobre o festival é que os palcos ficam distantes, portanto, dentro do Autódromo de Interlagos, em um dia, você provavelmente andará 10 km ou mais. Preze pelo conforto e escolha um calçado que você sabe que não machucará os seus pés.
Gostei da infraestrutura do Lollapalooza. A praça de alimentação tem muitas opções e os bares são bem distribuídos. Mas o que me agradou foi a quantidade enorme de banheiros bem espalhados por todo o Autódromo. Quem já leu outros textos meus por aqui sabem que eu reclamo muito quando o assunto são os banheiros e os do Lollapalooza são os únicos que eu realmente tiro o chapéu.
Também acho que a distribuição dos palcos é bem pensada, porém deslocamento entre eles pode demorar entre 10 e 15 minutos. O palco eletrônico é o mais afastado de todos.

Atentar-se aos horários dos shows e se organizar com os deslocamentos dentro do Autódromo é a melhor solução para não perder nada que você queira ver no festival.
Para aqueles que gostam de pegar brindes, há muitas ações de marketing. Os stands estão sempre com filas constantes.
Algo que eu acho legal do Lollapalooza é o fato de que o Autódromo está em um terreno inclinado. Os palcos ficam nas partes mais baixas e o público ocupa os gramados dos barrancos, formando uma espécie de arquibancada “natural”. Assim, a visão é mais livre para assistir aos shows e os baixinhos como eu agradecem!
O motivo para eu ter ido no festival, como relatei mais acima, foi para saber como ele é. Eu já tinha assistido pela TV, tinha vontade de ir, mas até então não tinha uma companhia para ir. Então eu aproveitei o convite do Ray e fui!
Minha ida ao #LollaBR foi cheia de shows que até então eu não tinha visto, com exceção dos Titãs.
Vou falar um pouco sobre os shows que assisti:
–Supla: Papito! Eu vi um pouquinho do show dele, duas ou três músicas já no final da apresentação. Ainda tinha pouca gente no Autódromo naquele horário.
–Hozier: o músico irlandês tocou no final da tarde e início da noite e eu vi uma parte do show dele, pois tinha que me deslocar para outro palco. Um dos seus maiores sucessos é a música “Take me to church”. Eu gostei bastante dele. Ele tem uma voz muito boa e a banda dele era formada por músicos excelentes.

–Thirty Seconds to Mars: banda de rock alternativo dos irmãos Leto. O vocalista da banda é o também ator de Hollywood e vencedor de uma estatueta do Oscar, Jared Leto, atualmente com 53 anos.
Os fãs apaixonados que me perdoem, mas eu simplesmente odiei este show. Achei a banda fraquíssima! Muitos shows nacionais deixam esses caras no chinelo!
Eles tocaram apenas 9 músicas (sim, eu pesquisei o setlist) e o Jared Leto enrolou hor-ro-res! Mais falou que cantou.
Ainda teve a participação do Marcelo (jogador de futebol, lateral da Seleção Brasileira, Fluminense, Real Madrid) tocando percussão, que eu achei um negócio totalmente aleatório.
–Kings of Leon: a banda substituiu o Paramore. Eu já conhecia Kings of Leon e depois desse show passei a gostar mais ainda deles.
Esse sim foi um show de alto nível, lotado de sucessos e músicas boas, com um hit atrás do outro. O mais legal é que nós conseguimos ficar lá na frente e vê-los muito de perto!

–Titãs Encontro: o último show da noite foi da banda brasileira que estava encerrando a turnê que reuniu sua formação original.
Eu tinha visto esse show em Ribeirão Preto no ano de 2023 e acabou sendo um bom repeteco, já que Titãs é uma das minhas bandas nacionais favoritas. Esse sim foi outro show de elevadíssimo nível!
O show foi um pouco mais curto, porém com a mesma qualidade musical daquele que eu vi no ano anterior.

O que do meu ponto vista é genial na formação original dos Titãs é que cada um dos integrantes e ex-integrantes têm um jeito/postura diferente, tanto na interpretação, como na composição das músicas, no modo de se vestir, na interação com o público, mas há uma complementariedade de cada um. Todos são artistas ótimos e com sucesso em carreira solo, mas juntos são espetaculares.
Eu achei sensacional o headliner de um festival cheio de bandas internacionais ser um grupo brasileiro. É um reconhecimento merecido para uma banda com 40 anos de carreira e com um trabalho extremamente consolidado.
O festival não escapa das críticas:
O Lollapalooza não tem escapado da crítica especializada. Durante a edição de 2025 e com o lançamento do lineup de 2026, o Lollapalooza tem sofrido críticas, especialmente pela falta de headliners consagrados.
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E você, já esteve no Lollapalooza? O que achou do festival? Se já foi, tem vontade de ir novamente? Esse é um festival que eu iria novamente, dependendo das atrações. E torceria por um dia nublado, porém sem chuvas!
Quer saber qual será minha próxima aventura? Me acompanhe pelo meu Instagram @tissiana.souza.
