O que aprendi com os festivais de música

Assim como as viagens trazem ensinamentos, os festivais de música também nos mostram novos pontos de vista.

O que um festival de música pode nos ensinar? Essa postagem é uma reflexão que vai além da parte “curtir um dia e uma música legal”!

1. Não deixar tudo para a última hora:

Eu já falei aqui no blog que antes de um festival é preciso se organizar – pensar o que levar na mochila, olhar a previsão do tempo, ver os horários das apresentações, verificar o que pode e o que não pode levar.

Se você deixar para tudo para o dia do festival, certamente algo ficará para trás.

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Eu e minha mochila, que sempre é organizada com antecedência (Foto: Arquivo pessoal).

2. Ficar “desligado” do mundo:

Em tempos de conexão total com a internet, com excesso de notícias e bombardeio diário de informações, muitas vezes esquecemo-nos de desconectar.

O festival de música pode ser o momento de relaxamento, de deixar as redes sociais de lado, de não ler notícias desagradáveis. Se possível, até mesmo desligar a 4G/5G e usar o telefone apenas para fazer fotos e vídeos.

Nos festivais eu costumo ficar desconectada da internet – a não ser que eu precise falar com alguém – e deixo para fazer postagens depois que chego à minha casa ou já estou no hotel.

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Nos festivais, costumo usar o telefone apenas para fotos e vídeos. Posto apenas quando estou em casa ou no hotel. Procuro aproveitar e me desligar do resto (Foto: Pexels by Pixabay).

3. Descobrir cantores, cantoras e bandas:

É muito comum não conhecer um artista ou vários artistas que estão se apresentando em um festival. As pessoas não escutam tudo o que toca e nem conhecem todos os artistas que existem.

Então, um festival de música serve de oportunidade para descobrir bandas, cantores e cantoras. Tenho um exemplo recente: do line up do Popload Festival, eu conhecia Terno Rei, Samuel Rosa e um pouco de Norah Jones. O restante eu descobri no dia e acabei gostando de alguns artistas que eu assisti.

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Apresentação da cantora St. Vincent no Popload Festival em São Paulo, maio de 2025 (Foto: Tissiana Souza – Acervo Pessoal).

4. Se surpreender com artistas que você já conhece:

Têm bandas e cantores que escutamos sempre, mas que não são nossos favoritos e por isso não prestamos muita atenção.

Só que ao vivo, você descobre como a pessoa ou a banda tem uma energia legal, simpatia, faz uma interação bacana com o público, tem presença de palco, se mostra empolgada durante o show. E aí nesse momento, você passa a curtir aquele/a artista.

Vou citar mais um exemplo: no Brazilian Bacon Day de 2024 eu assisti ao show do Di Ferrero, que era um artista que eu escutava algumas músicas, mas não dava muita importância. Só que o show dele foi tão alto nível, foi tão surpreendente que a partir daquele dia eu passei a ver o Di com outros olhos.

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Di Ferrero em show no Brazilian Bacon Day (Foto: Tissiana Souza – Arquivo pessoal).

5. Festival é diversidade:

Um festival de música é um espaço de convivência onde você vai encontrar pessoas de todas as idades, com todos os tipos de roupa, com todos os tipos de corpos, com todas as orientações sexuais, com todos os posicionamentos políticos.

Você vai sair da sua bolha social. E ainda bem que a sociedade é diversa, porque cada ser humano é único.

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Festival de música é isso: muita gente! (Foto: Tissiana Souza – Acervo Pessoal).

6. Objetivo comum – a música:

Sim, podemos dizer que 99% das pessoas que estão em um festival vão por um objetivo comum – a música.

Seja por um artista, uma banda, por um estilo musical.

Tanto que um festival geralmente é um ambiente tranquilo. Nunca vi brigas, discussões ou intervenções de seguranças. Obviamente, alguns episódios negativos acontecem, mas até hoje não presenciei.

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Eu acho muito legal ver tanta gente junto para ouvir música. Foto no Lollapalooza Brasil 2024 (Foto: Tissiana Souza – Acervo Pessoal).

7. O brasileiro ainda precisa melhorar:

Algumas situações mostram que o brasileiro ainda precisa melhorar, principalmente com relação ao coletivo:

-Furar fila ou tentar furar fila, o famoso “chega depois e ainda quer sentar na janelinha”. Quer entrar no evento antes? Chegue antes! Organize-se com seus horários. E enfrente as consequências por chegar mais tarde.

-O uso dos banheiros mostra que muita gente não se importa com quem vem depois. As pessoas jogam papel no vaso sanitário, o que impede o funcionamento correto das descargas; fazem nº2 e não dão descarga; muitas mulheres jogam o absorvente usado aberto no lixo ou no chão; muitas mulheres não dobram o papel higiênico e deixam tudo lá para gente ver depois. Ou seja, se elas fazem isso depois de usarem um banheiro, Deus que me livre de visitar a casa dessas pessoas!

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No texto de hoje busquei reflexões pessoais a partir das minhas experiências pelos festivais de música.

Tem alguma coisa que você acrescentaria nessa lista?

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