6 fatos que não aguento mais nos festivais de música

Já fiz muitos relatos pessoais sobre festivais de música aqui no blog: João Rock, Popload e Monsters of Rock, por exemplo.

Eu sempre procuro mostrar os pontos positivos e negativos desses eventos, pois não existe festival 100% perfeito.

Depois de várias experiências, tenho alguns pontos de vista sobre o que funciona e o que não é legal nos festivais. Obviamente, isso pode mudar daqui a algum tempo.

Neste texto vou expressar 6 fatos que não aguento mais nos festivais de música e que também são reclamações de outras pessoas.

1 – Artistas repetidos:

Já percebeu a repetição de bandas e artistas nacionais e internacionais na programação dos festivais?

Não precisa ser frequentador de festival para entender o que está acontecendo: assistindo pela televisão ou pela internet todo mundo nota!

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Artistas repetidos nos festivais de música: cansamos! (Foto: Vishnu R. por Pixabay).

Tudo bem, entendo que o/a artista está no auge de sua carreira, traz engajamento para o evento nas redes sociais, gera um alto custo-benefício para o festival e os fãs apaixonados agradecem!

Ao mesmo tempo, há uma decepção generalizada e muitas reclamações. O público desiste de acompanhar as mesmas atrações sempre.

Esta repetição passa a ideia de falta de originalidade e submissão aos “likes”. Tantos artistas excelentes por aí, por que sempre os mesmos?!

2 – Preços altos e alimentos sem sabor:

Quando vamos a um festival, já sabemos que vamos pagar mais caro por bebidas e alimentos.

Ainda assim, é um absurdo uma lata de cerveja popular custar R$20,00 e um refrigerante ser vendido por R$12,00.

Sobre os alimentos, é frustrante pagar caro por um cachorro-quente feito de pão gelado com salsicha sem molho ou por um lanche de pão e hambúrguer sem sabor. Isto é muito frequente nos principalmente grandes eventos. Desanimador!

Nos eventos pequenos ocorre uma seleção melhor de alimentos, que têm mais qualidade e sabor.

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Não aguentamos mais nos festivais de música: comida sem sabor e cara (Foto: WikimediaImages por Pixabay).

3 – Compra “no escuro”:

Eu já expliquei aqui do blog o que é comprar no escuro: é quando você adquire o ingresso antes da divulgação dos artistas.

Já fiz isso e não pretendo fazer novamente, pois chega um momento em que você compra a entrada e se decepciona com a lineup.

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Comprar um ingresso no escuro é algo que já cansou todo mundo ! (Foto: Victoria por Pixabay).

4 – Fragilidade dos pontos de hidratação:

Um festival de música que disponibiliza pontos de hidratação gratuita para o seu público tem que ter organização adequada para este tipo de suporte.

Não adianta colocar esse serviço e a água acabar no meio do festival.

Outro problema é avisar o público da presença de pontos de hidratação e estes pontos serem pouco estratégicos, praticamente escondidos e em quantidade inadequada.

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Queremos pontos de hidratação que funcionem! (Foto: Jonas Kim por Pixabay).

5 – Banheiros distantes e banheiros químicos na escuridão:

Ainda vejo os banheiros como o grande problema dos festivais. Muitas vezes são distantes, sendo necessário fazer um grande deslocamento.

A estrutura dos banheiros tem mudado para contêineres, com sistema de descarga e vaso sanitário de cerâmica.

Porém, os banheiros químicos ainda são muito utilizados.

Durante o dia ir a um banheiro químico é OK, porque a luz do Sol ajuda. Mas… e quando escurece? Você tem que fazer tudo na penumbra, porque colocam os banheiros em lugares com pouca ou quase nenhuma iluminação!

Além disso, as pessoas devem ter algum sério problema em usar um banheiro, porque deixam tudo extremamente nojento e inutilizável!

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Banheiros – o problema é a distância, a escuridão e a educação das pessoas (Foto: Michael Kauer por Pixabay).

6 – Áreas VIPs e Pista Premium:

A área VIP e a Pista Premium praticamente te obrigam a comprar um ingresso mais caro para ter visão melhor do palco.

Eu sou o exemplo de pessoa que comprou Pista Premium para ter visão privilegiada. Tenho baixa estatura, o que dificulta ver o palco de longe.

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Em 2024, eu comprei a pista VIP e open bar do Brazilian Bacon Day (Ribeirão Preto – SP) para ficar perto do palco e enxergar os artistas (Foto: Tissiana Souza – Acervo pessoal).

O jornalista José Norberto Flesch, especialista em shows e festivais de música no Brasil, publicou em seu perfil no Instagram sobre a pista “Premium da Premium” – o setor “PIT” – que fica mais perto do palco, na frente da pista premium, com valores de ingressos estratosféricos Ou seja, quem tem dinheiro, vai ficar perto do artista.

Tem muito fã de verdade que não tem essa grana. Os ingressos chegam a custar mais de R$1.000,00. Ou seja, adeus esperar seu artista predileto na grade!

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E você, tem mais alguma coisa que você não aguenta mais nos festivais de música? Ou em algum outro evento em geral?

Este foi um post para “chorar as pitangas” e você pode reclamar aqui também!

Quer saber onde eu vai ser o próximo perrengue? Estou no Instagram com o perfil @tissiana.souza e te convido a acompanhar minhas aventuras lá na rede social! Se você quer ver meus tutoriais de maquiagem, me segue no TikTok @blogdatissitissi.

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