Como foi o João Rock 2025: Shows, Estrutura e Dicas de Entrada

Dia 14 de junho de 2025 foi um dos dias mais esperados para quem gosta de música brasileira, especialmente do rock nacional!

Chegou o aguardado dia do João Rock, o maior festival de música do interior do estado de São Paulo.

O Festival João Rock recebeu aproximadamente 60 mil pessoas no Parque Permanente de Exposições de Ribeirão Preto-SP.

Eu escrevi uma postagem com dicas essenciais para aproveitar o João Rock e você pode conferir clicando aqui.

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Palco João Rock (Foto: Tissiana Souza – Acervo Pessoal).

Confesso que eu não estava animada para a edição desse ano, a terceira consecutiva em que estive. No final das contas, acabei me surpreendendo de forma positiva!

Nessa postagem vou contar como foi meu dia de João Rock!

Chegando no João Rock:

Este ano, a opção foi dormir em Ribeirão Preto, já que não moro mais em Pradópolis.

As hospedagens em Ribeirão Preto estavam com preços estratosféricos e a escolha foi pelo Oasis Plaza Hotel, que fica a cerca de 10 km do Parque Permanente de Exposições.

A escolha foi ir ao João Rock de Uber. Uma viagem tranquila e rápida de 10 minutos. A volta também foi sossegada. O preço foi para as alturas, mas no total ficou equivalente ao valor do estacionamento oficial do evento (R$100,00).

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Palco Fortalecendo a Cena (Foto: Tissiana Souza – Acervo Pessoal).

Entrada e Filas:

Nos últimos dois anos, a fila era o ponto negativo do João Rock. Por incrível que pareça, dias antes do evento de 2025 eu estava sofrendo por antecipação, lembrando do perrengue que foi a fila em 2024.

Há duas entradas para o evento. Em 2023 e em 2024, a confusão era grande para descobrir qual fila era da entrada A e qual fila era da entrada B. Praticamente não havia grade de organização. O povo ia se enfiando onde dava, furando a fila. Era um caos.

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Palco Aquarela (Foto: Tissiana Souza – Acervo Pessoal)

Acredito que finalmente entenderam a bagunça que aquilo gerava e neste ano de 2025, pelo menos na hora em que chegamos, lá pelas 15:30 da tarde, estava tudo tranquilo! Amém, Senhor!!!!

Tinha uma marcação de início da fila, mas na verdade não tinha fila. Havia um fluxo de pessoas andando organizadas pela grade.

Este ano posicionaram o recebimento dos alimentos da meia-entrada solidária já dentro do recinto, o que também facilitou o fluxo de entrada.

Espaços “instagramáveis”:

Como todo grande festival de música, o João Rock tem diversos pontos para tirar fotografias legais:

-os lambe-lambes, que estavam mais bonitos que os de 2024;

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O tradicional lambe-lambe do João Rock (Foto: Acervo pessoal – Tissiana Souza).

-o letreiro inflável do João Rock;

-a roda gigante do Banco do Brasil;

-o balão da Coca-Cola;

-o camaleão atrás da loja oficial.

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O camaleão estava charmoso nessa arte atrás da loja oficial do João Rock (Foto: Acervo pessoal – Tissiana Souza).

Aliás, houve um investimento na imagem do camaleão, o mascote oficial do festival. Ele podia ser visto em diversas partes do recinto e em cada lugar, o camaleão tinha uma expressão diferente e sempre simpática.

Estrutura do João Rock:

Como este ano consegui entrar mais cedo, andei pelo recinto e vi toda a estrutura.

Os quatro palcos (João Rock, Brasil, Aquarela e Fortalecendo a Cena) são sempre nos mesmos lugares.

Os stands de ativações de marcas também permaneceram nos mesmos pontos.

O camarote fica posicionado entre o Palco João Rock e o Palco Brasil.

Já a tirolesa passa sobre a pista do Palco João Rock e até 3 pessoas podem descer ao mesmo tempo.

A roda gigante e o balão ficam dos lados do camarote, na transição do Palco Brasil para o Palco João Rock.

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A tradicional roda gigante do João Rock (Foto: Acervo pessoal – Tissiana Souza).

E ainda tem a pista de skate, onde há alguns anos o skatista Sandro Dias – o Mineirinho – nome conhecido do esporte – faz manobras para o público.

Aproveitei para observar a localização de bares, dos foodtrucks, das áreas de alimentação e dos sanitários.

A loja oficial do João Rock passou por um upgrade. Ficou maior e mudou de lugar, estando perto do Palco Brasil, em um ponto do recinto com mais evidência.

Outra mudança importante foi ter sinal de telefone e de internet em todo o recinto.

Não fazia sentido um lugar do tamanho do Parque Permanente de Exposições, onde há tantos eventos grandes de Ribeirão Preto, não ter um sinal decente de telefone.

O João Rock ainda peca nos pontos de hidratação – apenas dois e muito distantes.

Já os bares, do meu ponto de vista, são bem distribuídos. Aliás, é mais fácil achar um bar que um banheiro…

Banheiros:

Os banheiros continuam a ser o “calcanhar de Aquiles” do João Rock.

São 7 pontos de WC, considerando os 2 dentro da pista Premium (inacessíveis ao público geral). Sobraram 5 pontos para utilização.

Os banheiros continuaram distantes e não são em número suficiente. As filas estavam quilométricas e demoradas, apesar da estrutura não ser mais de banheiros químicos.

Com base na minha experiência indo por três anos seguido no João Rock, os banheiros, mesmo não sendo mais químicos, continuam péssimos em localização e quantidade.

Vamos ao que importa – os Shows:

Em um evento do porte do João Rock, é provável que você se depare com a situação de choque de horários de shows e precise criar uma lista de prioridades.

Este ano não tive esse problema, pois os shows pelos quais me interessei estavam no Palco João Rock, o principal.

Chegar cedo foi uma grande vantagem. Deu tempo de sentar um pouco no gramado do Palco Brasil e assistir parte do show da Sandra Sá. Vimos 4 ou 5 músicas da cantora e confesso que fiquei triste em precisar sair do show, porque estava muito legal! A Sandra Sá é muito animada, interage com o público e eu não lembrava que ela tinha tantas músicas conhecidas.

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Sandra Sá em seu show no Palco Brasil (Foto: Acervo pessoal – Tissiana Souza).

Do lineup de 2025, o primeiro show que me interessava era o do Barão Vermelho, às 17:50 horas.

A banda tocou muitos hits, eu vi o povo curtindo, mas também senti que muita gente estava dispersa. O repertório da banda incluiu clássicos como “Bete Balanço”, “Meus bons amigos”, “O poeta está vivo”, “O tempo não para”, “Maior abandonado”, além dos clássicos “Pro Dia Nascer Feliz”, “Por Você” e “Puro Êxtase”.

Eu aproveitei bastante o show e confesso que fiquei surpresa, porque apesar de conhecer as músicas do Barão, nunca foi uma banda que eu parei para escutar bastante.

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Barão Vermelho no João Rock (Foto: Tissiana Souza – Acervo pessoal).

O show deles no João Rock mudou a minha perspectiva sobre a banda.

É louvável que eles conseguiram se reinventar após ter dois vocalistas muito marcantes – Cazuza e Frejat. Só que o Rodrigo Suricato, desde 2017 na banda, também manda muito bem nos vocais e na guitarra.

Como ele mesmo disse durante o show: “estou há 8 anos na banda, aguentei vocês mais que o Cazuza”.

Logo em seguida começou o show do Cidade Negra. Eu perdi uma parte do show tentando ir ao banheiro do João Rock, o que foi uma decisão errada (lembram o que eu falei sobre o banheiro?).  A parte do show que eu vi, gostei. O reggae é um ritmo que convida a gente a dançar.

Cidade Negra fez muito sucesso nos anos 1990. É uma banda que remete muito à minha infância e início da adolescência. Além disso, que eu me lembre, é uma das primeiras bandas de reggae no Brasil a fazer um grande sucesso.

Acabando o show do Cidade Negra, fomos jantar e dar uma descansada nas pernas. Optei por uma pizza no cone este ano, que estava gostosa. O Marcel comeu um hambúrguer e disse que estava um pouco sem gosto e que a pizza no cone estava melhor.

O próximo show que queríamos assistir era o Natiruts, às 21:05 horas. A banda está em sua turnê de despedida. Não haveria outra oportunidade de vê-los. Ou seria no João Rock ou não seria nunca mais.

Foi um show pra cima, o público estava animado, dançando e cantando todas as músicas. A banda estava superintegrada e fez um som de alto nível.

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Natiruts no João Rock (Foto: Tissiana Souza – Acervo pessoal).

O setlist começou com um dos clássicos da banda “Presente de um beija-flor”. Também rolou “Deixa o Menino Jogar”, “Sorri, Sou Rei”, “Andei Só”, “Natiruts Reggae Power” e a última música foi “Liberdade pra Dentro da Cabeça”.

Eu tinha certeza que Natiruts fecharia o João Rock como headliner, mas não foi o que aconteceu. No entanto, esse foi o show mais longo, com 1 hora e 15 minutos de duração, enquanto os outros shows tiveram 55 minutos.

O último show que assistimos foi o do Nando Reis.

Do Nando não tem o que falar… Toda aquela poesia, a forma como ele descreve os sentimentos nas músicas, não tem explicação! O pensamento do Nando Reis é mágico. Ele traduz nas letras das músicas coisas que são difíceis de descrever.

No repertório teve música nova, os clássicos eternizados na voz de Cássia Eller, sucessos da carreira solo do Nando e dos tempos dos Titãs: “Marvin”, “N”, “Por onde andei”, “All Star”, “Relicário”, “O segundo Sol”, “Pra você guardei o amor”. Para finalizar, “Do seu lado”, que foi consagrada pela banda J. Quest.

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Nando Reis no João Rock (Foto: Tissiana Souza – Acervo Pessoal).

Nando é um gênio. Nem preciso dizer que amei o show do Nando porque ele é um dos meus cantores favoritos.

Gostaria de ter aguentado até o show do Seu Jorge, que aconteceu no Palco Brasil, porém o cansaço e o frio no recinto falaram mais alto.

***

Resumindo, o João Rock, apesar de aparentemente parecer que não ia ser bom e estar flopado, acabou sendo ótimo!

Gostei de todos os shows que vi. Não consegui escolher o melhor porque achei que todos os shows que assisti estavam no mesmo nível de qualidade.

Fiquei surpresa com as mudanças que aconteceram este ano, principalmente com a fila de entrada. Só a questão dos banheiros e dos pontos de hidratação que ainda deixam a desejar.

Em breve tenho mais um festival e convido você a me acompanhar pelo meu instagram @tissiana.souza !

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