Experiência Completa no Popload Festival 2025

Dia 31 de maio de 2025 aconteceu em São Paulo (capital) o Popload Festival 2025.

Após 3 anos, o Festival voltou com sua 9ª edição no Parque Ibirapuera, um lugar que na minha opinião tem tudo a ver com o evento!

Mesmo sendo um festival “pequeno”, as edições anteriores trouxeram atrações internacionais de grande nome, como Lorde, MGMT, Iggy Pop e Jack White.

O detalhe é que o Popload Festival não repete atrações.

popload

Em 2025, a headliner foi Norah Jones, cantora, compositora e pianista estadunidense, que estreou nas paradas de sucesso mundial em 2002 com o álbum “Come Away With Me”.

O Popload Festival teve uma atmosfera indie e rock alternativo. As exceções ficaram para a própria Norah Jones (jazz com influência folk, country e blues), e para a cantora sino-islandesa Laufey (jazz e bossa nova).

popload_3
Redes de descanso no Popload Festival (Foto: Acervo Pessoal – Tissiana Souza).

Organização e Infraestrutura do Festival:

Um festival de música proporciona boa experiência ao público se tiver organização e infraestrutura adequados. O Popload conseguiu ser 99% nesses quesitos.

  • Alimentação = pastel, pizza, crepe, batata frita, lanche (hambúrguer), empanadas argentinas, poke, wrap e doces. Havia uma opção variada de escolhas. Comi a pizza no almoço e o lanche na janta. Estavam saborosos, ao contrário de muitos eventos por aí que vendem comidas caras, horríveis e sem sabor.
  • Água =  um ponto de hidratação gratuito com oito torneiras automáticas acionadas por sensor.
  • Bebidas = bares e estações de autosserviço de cerveja em pontos estratégicos próximos ao palco e sem filas.
  • Palco = Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer. A vantagem é que dava para ver os shows de quase todos os lugares cercados para o Popload.
popload_1
Palco Heineken no Popload Festival (Foto: Acervo pessoal – Tissiana Souza)
  • Sanitários = dois pontos de sanitários, que não eram banheiros químicos (graças a Deus!) e muitas cabines. O sistema de descarga com os pés foi uma ótima ideia.

Sistema de consumo no Popload Festival:

Para consumir alimentos e bebidas, foi necessário utilizar um cartão de pré-carga.

O cartão não tinha custo e era adquirido com os caixas ou em uma estação física própria para isso. Também havia uma área de autoatendimento para recarga dos cartões.

Você colocava a quantidade de créditos que quisesse e o desconto ia acontecendo de acordo com o consumo. Caso fosse necessário, você poderia recarregar novamente.

Espaços Instagramáveis:

Atualmente os eventos devem contar com “espaços instagramáveis”.

Boa parte das pessoas possui redes sociais e adoram mostrar aos seguidores onde estão.

O Popload contou com um grande letreiro na entrada, além dos lambe-lambes colados por todas as partes.

popload_5
Tá pra nascer alguém que não gosta de tirar foto no lambe-lambe! (Foto: Acervo pessoal – Tissiana Souza).

O Popload Festival:

Como já disse , o Popload Festival aconteceu dentro do Parque Ibirapuera, o que por si só gera um ambiente muito agradável, ao ar livre, com muitas árvores, sombras e espaços para relaxar. Nem parecia que era na cidade de São Paulo.

A atmosfera acolhedora também estava relacionada com a proximidade das estruturas e dos serviços. Era um espaço relativamente pequeno, porém adequado à quantidade de pessoas.

popload_6
Quer mais tranquilidade que isso? (Foto: Acervo pessoal – Tissiana Souza).

Um ponto que considero positivo foi ver o idealizador do Popload Festival – o Lucio Ribeiro – circulando pelo evento.

Acho importante essa ação dele, pois é andando pelo evento que dá para sentir o que está funcionando e o que não está dando certo.

O público do festival estava muito diversificado, desde crianças e adolescentes (muitos acompanhados de seus pais) até pessoas mais velhas.

Os adolescentes estavam lá para ver a Laufey, os mais velhos para assistir Kim Gordon. Boa parte do público era da Norah Jones e muita gente queria curtir St. Vincent. E eu? Eu estava lá por causa da banda Terno Rei.

O que não funcionou direito foi o som, que praticamente em todos os shows não estava regulado. Portanto, o festival foi 98% perfeito.

As bandas – Palco Heineken:

No início do texto eu falei que quase todos os artistas principais do Popload Festival eram do estilo indie e rock alternativo.

Quem abriu o festival às 11:30 da manhã foi a banda Exclusive Os Cabides, de Florianópolis – SC. Eu não conhecia quinteto e o som deles não me agradou. Mas, tinham fãs deles cantando todas as músicas.

Em seguida, veio a cantora Tássia Reis. Gostei da primeira parte do show, quando ela fez um passeio pelo samba. Depois, ela foi para o rap e hip-hop, que são estilos musicais que eu não gosto.

A banda The Lemon Twigs, dos EUA, foi a terceira a se apresentar. Formada pelos irmãos Brian e Michael D’Addario, o som e o estilo visual da banda lembram os ritmos dos anos de 1960 e 1970. Foi um show agradável. Combinou com o festival.

O quarto show era o mais esperado por mim e foi por causa desses artistas que eu comprei um ingresso para ir ao Popload Festival: Terno Rei & Samuel Rosa.

Terno Rei é uma banda paulistana formada há cerca de 15 anos, e que está ganhando ascensão e se consolidando na cena musical do rock brasileiro.

popload_7
Terno Rei e Samuel Rosa no Popload Festival (Foto: Acervo Pessoal – Tissiana Souza).

Descobri essa banda por acaso escutando 89 – a Rádio Rock. Lembro que a primeira música que escutei foi “Dias da Juventude”. Depois disso, fui cada vez mais conhecendo e me aprofundando no som deles.

No interior paulista, em alguma cidade perto de onde moro, dificilmente eles farão shows, pois ainda não são tão conhecidos por aqui. O jeito foi viajar até São Paulo.

A parceria com o Samuel Rosa funciona perfeitamente, pois as sonoridades e os estilos se complementam.

Aliás, eu acho a versão de “Balada do Amor Inabalável” com o Terno Rei e o Samuel melhor que a versão original.

Resposta”, originalmente do Skank, também fica muito boa com os arranjos do Terno Rei.

O Samuel Rosa também participou das músicas “Medo” e “Dia Lindo“, ambas do Terno Rei.

Consegui ficar quase na grade para assistir ao show! Fiquei realizada por ver um ícone do rock nacional – o Samuel Rosa – e ver pela primeira vez Terno Rei, que é uma das bandas que eu mais tenho escutado nos últimos 3 ou 4 anos.

Além disso, eu e o meu amigo Ray, vimos o Ale Sater (vocalista e baixista do Terno Rei) andando pelo festival após o show. Conseguimos trocar algumas palavras com ele e tirar uma foto!

Ufa, sonho mais que realizado! Show visto de perto e foto com o artista!

A cantora Kim Gordon, ex-Sonic Youth, foi a quinta atração. Ela trouxe um som pesado, com muitas guitarras e uma pegada alternativa. Sei que ela é um ícone do rock, mas achei a sonoridade um pouco repetitiva. Fãs, me perdoem!

popload_8
Kim Gordon no Popload – foto do telão (Foto: Acervo pessoal – Tissiana Souza).

O entardecer pedia um som relaxante e foi isso que aconteceu com o show da Laufey, que aos 26 anos de idade fez sua estreia no Brasil.

Os fãs da Laufey, em sua maioria, são adolescentes. Eles que tomaram conta da grade durante todo o dia de festival, por isso, sem chance de ver o Terno Rei de mais perto.

A voz belíssima e afinada, a delicadeza e a elegância única da Laufey foi a grande surpresa do dia!

popload_9
Laufey vestiu uma camiseta do Brasil para fazer uma homenagem aos fãs (Foto: Acervo pessoal – Tissiana Souza).

Durante o show, a cantora disse que estava muito feliz em tocar no Brasil, pois ela se inspirou nos artistas brasileiros. Sim, uma estrangeira cantando bossa nova!

O penúltimo show da noite ficou por conta da cantora, compositora e multi-instrumentista estadunidense St. Vincent.

popload_10
St. Vincent no Popload Festival (Foto: Acervo pessoal – Tissiana Souza).

Assim como a Kim Gordon, ela trouxe um som mais pesado, com muitas guitarras e agito da plateia.

A St. Vincent botou o povo para pular e fez o show mais animado do Popload.

No final, ela desceu do palco, foi para a grade e se juntou ao público.

popload_11
Ela foi para a galera! (Foto: Acervo pessoal – Tissiana Souza).

St. Vincent tem uma performance marcante, presença de palco e personalidade. Características de uma verdadeira diva pronta para brilhar.

E para fechar o Popload Festival, Norah Jones com seu som intimista em uma noite fria.

O jazz faz com que a gente se sinta em um lounge de luzes suaves ou sendo personagem de uma novela do Manoel Carlos (quem tem mais de 30 anos, já entendeu minha referência).

A Billboard considerou Norah Jones como um dos 60 artistas mais importantes da década de 2000 e a principal artista de jazz daquela década.

Infelizmente não consegui assistir a esse show inteiro, pois precisava ir embora para a rodoviária.

***

Vamos para um resumo final?

Foi minha primeira vez no Popload Festival, um evento relativamente pequeno, porém com atrações internacionais de nome.

O festival foi muito bem organizado, com uma boa estrutura. O que mais gostei, foi a proximidade física com a praça de alimentação, bares e sanitários.

Obviamente, não curti todas as bandas e cantores que se apresentaram, já que tenho meus próprios gostos musicais. Mas considero uma ótima oportunidade de descobrir novos artistas.

Em geral, o evento está aprovado e eu voltaria em uma próxima edição.

Quer acompanhar minhas próximas aventuras? Estou no Instagram com o perfil @tissiana.souza. Convido todos vocês a me acompanharem lá também!

Deixe um comentário