Monsters of Rock Brasil 2025: uma experiência pelo metal!

No dia 19 de abril de 2025, o Allianz Parque, na cidade de São Paulo, recebeu o festival Monsters of Rock Brasil.

O Monsters of Rock completa 30 anos de história em 2025 e trouxe um time de monstros internacionais do metal ao Brasil.

Esse não foi o meu primeiro festival de rock pesado (o primeiro foi o Ribeirão Rock Series, em 2023), mas foi sem dúvidas o mais emblemático!

Neste texto vou contar minha experiência em um show de metal. Lembrando que sou roqueira, mas não sou metaleira! Bora lá?

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Sim, mais um festival de música para a conta: Monsters of Rock Brasil 2025.

A ENTRADA PARA O ESTÁDIO:

Os portões do Allianz Parque abriram às 10:17 horas da manhã do sábado e nós chegamos no estádio, situado no bairro da Barra Funda (zona oeste de São Paulo), pouco antes das 10:00 horas, que era o horário previsto inicialmente para a abertura dos portões.

Foi relativamente rápido entrar no estádio e, pelo menos no nosso portão de entrada (Portão A), até que estava bem organizado. Não passamos por problemas, não furaram fila, não ficamos parados por muito tempo.

Acredito que a maior demora tenha sido por conta da revista das mochilas e das comprovações de meia-entrada.

Também foi muito sossegado para encontrar um bom lugar, já que chegamos cedo ao Allianz Parque. Por sorte, nosso portão dava acesso ao lado do estádio em que as cadeiras não pegam Sol na parte da tarde.

O MONSTERS OF ROCK BRASIL 2025:

Às 11:30 horas, a banda Stratovarius abriu o Monsters of Rock Brasil.

Fundada em 1984, o grupo finlandês agitou o ainda pequeno público presente no Allianz Parque. Inclusive, no final do show, o vocalista Timo Kotipelto agradeceu ao público que chegou cedo ao estádio.

Em “Hunting High and Low”, o hit da banda mais escutado no Spotify, a Stratovarius desafiou os brasileiros a cantarem mais alto que o público das outras cidades sul-americanas pelas quais a banda passou, incluindo cantar mais alto que o pessoal de Buenos Aires. Aí já viu, Brasil X Argentina é Brasil X Argentina em qualquer situação!

Na minha opinião, a Stratovarius merecia um horário de mais destaque no festival.

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Stratovarius abriu o festival Monsters of Rock Brasil (Foto: Tissiana Souza).

A segunda banda do dia foi a Opeth, em atividade desde 1990 e fundada na cidade de Estocolmo (Suécia). Às 12:55 horas, Opeth subiu ao palco com seu estilo de metal progressivo, que particularmente não me agradou muito. Foi a primeira vez que escutei a banda e eles não fizeram muito meu estilo. Não vou me prolongar sobre eles, porque acabei não vendo o show por completo.

Queensrÿche, terceira banda do Monsters of Rock Brasil, iniciou seu show às 14:20 horas. A banda está em atividade desde 1981 e tem origem estadunidense. Também ligada ao gênero do metal progressivo e do heavy metal, essa banda me agradou bastante.

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Momentos antes da Queensrÿche subir ao palco do Monsters of Rock Brasil (Foto: Tissiana Souza).

Se você leu o texto até aqui, vai reparar que as bandas listadas até aqui já possuem uma trajetória musical bem longa, o que explica o nome do festival de música.

Outro ponto a se destacar é que mesmo as bandas que não possuem o inglês como língua materna, cantam suas músicas neste idioma universal e conversam com o público também em inglês. O que significa que realmente indica que saber se comunicar em inglês faz muita diferença, inclusive em uma carreira musical.

Após a Queensrÿche, tive a sensação de que o evento subiu para um outro patamar! Foi como se houvesse uma escada e as bandas que vieram depois estivessem um degrau acima. Óbvio, as três primeiras bandas do evento eram de altíssimo nível, mas fiquei com a impressão de que a partir de Savatage, saltamos para um nível estratosférico.

A partir das 15:50 horas, caminhando já para a parte final da tarde, a banda estadunidense Savatage, que estava afastada dos palcos desde 2015, fez a plateia cantar a plenos pulmões. Havia muitos fãs de Savatage no Allianz Parque, o que era perceptível pela quantidade de pessoas com camiseta dessa banda! Os admiradores do grupo que estavam nas cadeiras próximas às que eu estava sentada ficaram empolgadíssimos!

O grupo proporcionou um dos momentos mais legais do dia com a música “Turns to Me”, na qual foram projetadas diversas bandeiras no telão. Ao final, foi projetada a bandeira do Brasil, agitando ainda mais o público.

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Momento em que a bandeira do Brasil é projetada nos telões do show do Savatage (Foto: Tissiana Souza).

O momento mais emocionante do dia também ficou por conta da banda, em sua música “Believe”, com uma participação previamente gravada de um dos fundadores da banda, o vocalista e tecladista Jon Oliva, que está com uma série problemas de saúde, que incluem três fraturas nas coluna, esclerose múltipla e doença de Ménière.

Nesta mesma música também aconteceu uma bonita homenagem a Criss Oliva (irmão de Jon Oliva), que morreu em um acidente em 1993, aos 30 anos, quando um motorista bêbado bateu no carro em que Criss Oliva estava com sua esposa.

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Savatage no Monsters of Rock Brasil (Foto: Tissiana Souza)

Às 17:20 horas, próximo ao horário do Sol se pôr, a banda sueca Europe entrou em ação.

Na minha opinião, esse foi o melhor show da noite, já que o vocalista Joey Tempest conseguiu interagir muito bem com a plateia. O frontman conseguiu agitar e criar uma sinergia perfeita com o público, que correspondeu fazendo um lindo coro no hit “Carrie”. Além disso, durante essa balada, as lanternas dos smartphones criaram uma atmosfera perfeita no estádio!

Europe também proporcionou o momento mais agitado e que considero como o auge do festival! Na última música, “The Final Countdown”, outro mega hit da banda, a plateia pulou e agitou muito! Até o público da arquibancada, que ficou o tempo todo sentado, se levantou!

A banda Europe realmente mais do que provou e comprovou que é um monstro do rock! E trouxe aquela nostalgia que muitas músicas dos anos 80 nos causa!

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Do frio da Suécia para os trópicos brasileiros, a banda Europe (Foto: Tissiana Souza).

Às 18:50 horas teve início um dos shows mais aguardados do Monsters of Rock Brasil – o grupo britânico Judas Priest. Essa é uma banda lendária e famosíssima na cena do heavy metal!

Em atividade desde 1969, a banda tem como o seu frontman Rob Halford, que aos 73 anos de idade ainda tem muita lenha para queimar. A voz continua potente, seus agudos ecoam pelo estádio e seu estilo é inigualável! Aliás, todos os integrantes da banda tem seu próprio estilo!

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Judas Priest em ação (Foto: Tissiana Souza).

Também havia muitos admiradores de Judas Priest no estádio, facilmente identificáveis pela camiseta amarela da banda.

Como a penúltima banda, quase a headliner, Judas Priest fez um espetáculo um pouco mais longo, de cerca de 1 hora e 40 minutos. A galera cantou junto com a banda, mostrando que eles sempre estiveram com tudo!

E para fechar a noite, o grupo que é uma entidade: a banda alemã Scorpions!

Pela segunda vez, em um intervalo exato de 2 anos, eu assisti a essa banda, que em 2025 celebra 60, isso mesmo, 60 anos de carreira!

Klaus Meine, vocalista da banda, com seus 76 anos, caminha pouco pelo palco e fica uma boa parte do show parado. Ele está com pouca mobilidade, mas ainda se arrisca na guitarra em uma música instrumental no início do show. A voz também está debilitada, nem tão potente como antes, mas mesmo assim ele ainda consegue segurar o público.

O show do Scorpions é curto, com cerca de 1 hora e 15 minutos de duração e é compreensível o porquê de terem sido escolhidos os headliners dessa edição do Monsters of Rock Brasil. São seis décadas de história e sustentam hinos mundiais do rock, como “Wind of Change” (música que é o símbolo do final da Guerra Fria), “Still Loving You”, “Send me an Angel”, “The Zoo”.

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“Here I am, rock you like a hurricane!” Scorpions! (Foto: Tissiana Souza).

E para fechar a noite, só poderia ser com a potência sonora e a energia de “Rock You Like a Hurricane”, com um escorpião gigante no palco.

Certamente o Scorpions tem repertório para mais tempo de show e até fico chateada por eles não fazerem um show mais longo. Por exemplo, eles poderiam incluir “Dust in The Wind” e “Always Somewhere”.

Os fãs de Scorpions também eram muitos no Monsters of Rock Brasil. Eu era uma que estava lá “equipada” com meu boné da turnê de 2023.

O QUE GOSTEI NO MONSTERS OF ROCK BRASIL:

-Ver pessoas de várias idades, especialmente pessoas mais velhas curtindo o festival. Isso quebra o estigma de que festival é coisa apenas para gente jovem.

-Muitas camisetas de banda! De muitas bandas, não somente das que estavam participando do evento. E o mais legal de tudo isso é que mesmo quando repetia a banda, as camisetas eram diferentes.

-A tranquilidade das pessoas! Mantendo a mesma vibe de outros festivais de música, no Monsters of Rock Brasil não presenciei brigas ou discussões. Todos unidos com um único objetivo: a música.

O QUE NÃO GOSTEI NO MONSTERS OF ROCK BRASIL:

Todas as vezes que fui em shows no Allianz Parque, quando um artista pisa no palco, todas as pessoas nas cadeiras se levantam. Mas dessa vez, todo mundo ficou sentado.

Pensei que nos shows todos ficariam em pé, curtindo o som, mas achei muito esquisito mesmo ver todo mundo sentado e particularmente não gostei disso. Em alguns momentos, senti até sono por ficar tão parada.

***

De um modo geral, minha experiência no Monsters of Rock Brasil foi bastante positiva.

Curti muito as bandas, mesmo não sendo uma metaleira e conhecendo apenas Scorpions. Para mim foi um evento para conhecer as bandas, apesar de já terem uma carreira longa, explorar novas sonoridades e escutar músicas diferentes das quais estou habituada.

Acho que poderiam ter colocado o Sepultura para tocar no evento, já que a banda está em turnê de despedida e tem 40 anos de fundação.

E aí? Você tem algum festival de música para ir ainda em 2025?

Te convido a acompanhar minhas aventuras tanto nos festivais de música, como nas viagens e nas corridas de rua no meu Instagram @tissiana.souza

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